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riscos_e_rabiscos

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[F16] Pormenor.

Esta foto foi tirada numa daquelas vezes que fui com os meus alunos para a praia.
Eu estava deitada na minha toalha a tostar, com um olho no burro e outro no cigano, e à minha frente tinha esta corda grossíssima.
Foram tempos óptimos, que nunca mais se irão repetir. Até porque já não estou nessa escola. Por um ladoainda bem, é um alívio, por outro tenho pena e saudades das poucas coisas boas que lá existiam.

Esta corda encontra-se numa das praias da Costa da Caparica.

Mais Do Mesmo.

 

Terminei a semana mais morta que viva. Não só pelo cansaço e calor mas também pela falta de motivação, pela falta da convivência, camaradagem e ambiente de brincadeira saudável que existia o ano passado quando fomos para a praia.

  

É impressionante como uma única pessoa com a sua energia negativa e falta de envolvimento com a dinâmica da coisa contaminam o meio envolvente. Já sabem que estou a falar na santinha-do-pau-oco. Isola-se, raramente se aproxima dos colegas o que causa um certo mal-estar. A verdade é que ninguém se sente à vontade perto dela. À bocado ocorreu-me que ela deve ter ciúmes ou inveja de que os miúdos gostem mais dos outros professores do que dela e, por isso, "não deixa" que as crianças se aproximem, ela suga-as para perto de si. O que vai acontecer é que estas crianças vão tornar-se anti-sociais. Se eu tivesse um filho na escola, não gostaria que a sua professora procedesse assim.

 

Quem me lê há algu tempo sabe que eu defendo que "precisamos todos uns dos outros". Mais cedo ou mais tarde. Defendo a sociabilização, neste mundo de tanta solidão e tristeza. Acho que o viver e conviver em sociedade nos prepara para enfrentar as adversidades da vida. Aprendemos com as nossas experiências mas também com as dos outros. Acho eu, mas muitas vezes desconfio que ando muito enganada neste mundo.

 

A semana finalizou com a santinha nos seus banhos de princesa e a borrifar-se para os seus alunos que foram habituados a "flutuar" à sua volta mas de quem se esquece rapidamente ao ir para fora de pé. Tem lá as duas "lacaias" para tomar conta das crianças...

E a semana começou na mesma: mergulhos em alto mar, lacaias a controlar tudo e mais alguma coisa e a tomar decisões que deviam ser da autoria da santinha-do-pau-oco.

 

A única novidade do dia, pelos vistos, foi o novo motorista. Gajo jovem com ar de totó (lol), ou melhor, de tintin. Franjinha à tintin (d' aprés Hergé), nome invulgar e homónimo ao do famoso dicionário. Ah e com resmas de paciência para aturar putos melgas!

O dia de praia até estava fixe a água é que parecia uma tina de água comgelada. Dava para meter os pézinhos - e o resto do corpo - lá dentro mas poucas vezes. Estava-se bem melhor ao sol.

Vamos ver o que nos reserva o tempo para amanhã.

 

MOMENTO DO DIA

(ao passar por uma loja...)

- Ali não é a China... Ali é uma loja dos chineses. A China é mais à frente... {#emotions_dlg.blushed}

 

(para o nosso motorista...)

- Ó Aurélio... liga as luzes... (tão pá, andamos na escola juntos ou quê?! {#emotions_dlg.amazed})

Praia... Here I Go!!!

 

 

Começo amanhã a época balnear com os meus meninos do convento.

Espero não vir cozida, assada ou grelhada porque vai fazer um calorão dos diabos.

Vou armada com dois protectores solares de índices diferentes, um chapéus para proteger os pobres neurónios já tão amarfanhados pelos cansaço e ainda uma t-shirte e óculos escuros.

Deixo-vos aqui umas perguntinhas para irem pensado até ao meu regresso aqui amanhã:

 

- As "manas" vão à praia?

- Em caso afirmativo, como vão elas vestidas?

- Virei com algum escaldão valente?

- E quantos quilos de areia trarei agarrados?

 

Think about it!

 

Uma Tarde de Aventuras

 

Era uma vez duas gajas destravadas da pinha. Como estavam as duas de férias e não tinham nada para fazer, decidiram ir à aventura.

 

Começaram pela Arena. Rumo a esta, surgiu o primeiro obstáculo: a difícil escolha para norte ou sul. Fizeram a opção errada - claro está! – e tiveram de voltar atrás.

Chegadas à Arena, deram uma volta para ver as montras e decidiram ir apanhar um pouco de sol de seguida.

É então que surge o 2º obstáculo: para que lado é Lisboa?

 

Pilota e co-pilota exímias, fizeram-se à estrada dispostas a enfrentar os mais ferozes perigos rodoviários. Surgem-lhes alguns monstros pelo caminho: rotundas, zebras, traços contínuos e placas – muitas placas – que lhes confundiram os neurónios.

 

Graças a um senhor que foi mandado parar mais à frente, os senhores policemen não “repararam” nelas… Ah, e escusam de perguntar quais foram as transgressões, porque isso só a Deus pertence!

 

Seguiram o seu caminho guiadas por Eolo, em busca de um pedacinho de mar.

“Olha uma placa (de praia)” disse a S., “olha outra!” E … zupt! Viraram.

Ao virarem a esquina, depararam com um abismo colossal. Glup! Mulheres corajosas como são, aí foram elas estrada abaixo.

A praia era imponente, assustadora mas aconchegante. A sua areia era grossa e gostosa e a água fria e vigorosa.

 

Já na praia, foram postas à prova mais uma vez: onde e como iriam mudar para o traje de banho? Não havia alternativa, a troca teria de ser feita ali mesmo, no parque de estacionamento.

Enfiadas no carro, após termos verificado que não havia mirones, expuseram os seus fantásticos corpos (86-60-86) às belas escarpas da praia e vestiram as suas indumentárias.

Pormenores? Nem pensar! Até a praia era calada!

 

Depois de vestidas – ou despidas? – as gajas aproximaram-se das escadas que as levaria até ao areal. As escadas eram constituídas por tábuas mal pregadas que provocavam uma vertigem e um medo terrível de ir parar à água antes de tempo.

 

Ao pisarem o areal, ouviram um barulho estranho, de proveniência duvidosa. Olharam-se mutuamente com ar desconfiado. Mas afinal a culpa era do puto que vinha atrás de bicicleta e que tinha os travões frouxos.Foi risota de faltar o ar e encher os olhos de lágrimas.

 

Uma ida à praia sem provar a água, não é uma ida à praia. O pior é que o mar estava picado e era impossível entrar lá dentro. Opção: sentar à beira da água e fazer o xixizinho da praxe à espera que a água as banhasse. Ficaram com as unhas dos pés congeladas.

 

Fazia-se tarde e estava na hora das duas gajas saírem da praia. A S. só perguntava se iria conseguir subir a estrada. Claro que sim ou não estaria agora a ser escrito este post!

Vieram-se embora, aproveitando por passear por todas as terreolas ali da zona. Elas não estavam perdidas… estavam era com vontade de ir ver o Convento de Mafra! Cof! Cof!

 

Mais peripécias sucederam: uma curva feita em contramão e um atendimento de telefone com o carro da polícia ao nosso lado, só faltou mesmo dizer adeus!~

Mas no final das contas há que dizer que foi um dia de férias óptimo, repleto de aventuras. Foi ou não foi, S.?  

 

Lágrimas de Crocodilo

                      

Antes de mais quero dizer que fiz a experiência. Sim, a experiência do banco, remember?

 

Sentei-me no tal banco e preparei-me para apanhar a maior vergonha da minha vida, caso o banco tivesse alguma maldição e eu desatasse a falar sozinha! Até comecei a mascar uma pastilha… Just in case!

Mas lamento informar que:

 

1º - O banco não tem nada de anormal e nem maldição nenhuma;

2º - Não apanhei a maior vergonha da minha vida… ainda!

3º - Ainda não estou louca pois fui todo o caminho de boca fechada. Só de vez em quando é que a abria para fazer um balãozinho com a pastilha. Mas sem estalo! Sou muito fina!

 

Vocês não sei, mas eu estou farta deste vento. Nem é da chuva. É mesmo desta ventania que faz tudo andar num redemoinho.

 

Quando saí do colégio, levei com uma rabanada de vento tão grande que até fui aos ziguezagues rua abaixo. E mais… (agora vou revelar um pormenor pessoal muito pudibundo…) como se uma rabanada de vento não bastasse, tive levar com duas! E a segunda tinha brinde: uns pózinhos!

 

Ora eu que até sou uma moça que usa (aqui vai o pormenor pudibundo… tcharam!) auxiliares visuais de encaixe, vulgos lentes de contacto, gramei com aquele areal todo na minha vista que até fiquei a ver a praia ao fundo da rua!!!

 

Mas o pior, pior, pior, é que a areia entre a lente e o olho é a coisa mais horrível do mundo. E a seguir vem a choradeira total. Eu, ali, na paragem lavada em lágrimas e com os olhos vermelhíssimos! Deviam pensar que eu tinha apanhado um grande desgosto! Chorei até mais não. E depois nem conseguia abrir os olhos.

 

Já só pensava “bolas! Vou perder a camioneta porque não a vejo… não consigo abrir os olhos…!!!” Argh!

Mas não perdi. Aquela choradeira acalmou (mas os olhos deviam estar lindos porque estava toda a gente a olhar para mim) e eu segui o meu caminho a ler os catálogos e prospectos que o francês de olhos azuis penetrantes da Macmillan me tinha dado. Ai que vidinha!